adesão universidades ao enem 2013

59 universidades federais aderem ao Enem 2013


Enem tem adesão das 59 universidades federais do País

Atualizada em: 24/09/2013

Pela primeira vez em quinze anos após a criação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e cinco anos depois de sua transformação em vestibular, todas as 59 universidades federais do País vão adotar a prova como processo seletivo - ou parte dele - de novos alunos. Mesmo apresentando um histórico com graves falhas, tendo provas roubadas, gabarito errado sendo divulgado pelo Inep, provas impressas erroneamente, entre outros, o Enem se consolidou e atingiu o recorde de 7,1 milhões de inscritos neste ano.

Considerando-se o período de 2010 ao primeiro semestre de 2013, o número de vagas no ensino superior disponíveis para quem prestou o Enem cresceu quase três vezes, chegando a 129.319 cadeiras, todas em instituições públicas. E a adesão ao exame deve avançar mais. Onze federais que utilizam o Enem como parte do processo seletivo já manifestaram interesse oficial em aderir em 2015 ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU), plataforma digital que reúne as vagas.


Histórico conturbado

O Enem foi criado em 1998 para avaliar o ensino médio, sem grande divulgação ou quantidade de inscritos. Em 2009, o exame passou pela maior transformação, quando o MEC mudou a avaliação - do número de questões ao método de correção - e o exame ganhou status de vestibular para universidades públicas. Por causa dos problemas nos três primeiros anos, como o vazamento de questões revelado pelo Estado em 2009, a adoção do Enem como processo seletivo pelas instituições não foi tão rápida quanto o MEC esperava.

No primeiro ano do SiSU, em 2010, só 51 instituições de ensino superior eliminaram seus vestibulares e usaram a nota do Enem - entre essas, apenas 23 universidades. O total de instituições chegou a 83 em 2011, 95, em 2012, e, no ano seguinte, 101. Quanto mais vagas e instituições de peso no sistema, maior interesse dos alunos. “A procura mostra a demanda de acesso ao ensino superior”, diz o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa.


Parâmetro universal

Para especialistas, o Enem avança na proposta pedagógica, ao exigir aplicação de conhecimentos em situações práticas, capacidades crítica e interpretativa, além da conexão entre conteúdos. “Os vestibulares cobravam memorização, truques e acúmulo de conhecimentos. É preciso desenvolver o raciocínio”, diz o presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional, Ruben Klein.

Outra vantagem é a mobilidade propiciada pelo SiSU, que permite aos candidatos tentar cadeiras em outras cidades, sem gastos com deslocamento ou taxas de inscrição. “É o formato adotado na Europa e nos Estados Unidos”, afirma o professor da Universidade Federal da Bahia Cipriano Luckesi, especialista em avaliação. Além disso, as notas de corte de cada curso são fechadas diariamente, mesmo enquanto o processo seletivo está aberto. Assim, é possível testar em quais carreiras e instituições é possível ser aprovado.

Segundo o diretor do Cursinho da Poli, Gilberto Alvarez, o Giba, mesmo que em São Paulo as três universidades estaduais - Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) - não usem o Enem, a prova já tem a mesma importância que os demais vestibulares na preparação dos alunos.

“Virou prioridade do mesmo tamanho que a Fuvest (que seleciona para a USP). A adesão das federais de São Carlos e São Paulo e de institutos federais fez com que o aluno começasse a entender o universo do Enem”, afirma Giba.


Preparação

Apesar das possibilidades de escolha, muitos perseguem o sonho da vaga perfeita. Dos 7,1 milhões de inscritos no próximo Enem, 54% - 3,8 milhões - já participaram de uma ou mais edições, segundo o Inep. O dado confirma o Enem muito mais como vestibular do que avaliação do ensino médio. Na Fuvest, por exemplo, 61% dos aprovados em 2012 já haviam feito a prova. Nos cursos mais concorridos, o porcentual é ainda maior: em Medicina, 84,4% dos aprovados já haviam feito a prova.

Com isso, o Enem tem atraído cada vez mais alunos que ainda nem se formaram no ensino médio - tendência também em vestibulares. Em 2009, os inscritos com 16 anos ou menos eram 5,66% do total. Neste ano, já são 11% dos inscritos - ou 759 mil estudantes. Embora não seja o maior grupo, esse porcentual subiu, proporcionalmente, 87%.
Fonte: Estadão

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